Close Previous Next Previous Next Go up Go down Go up Go down Back to top Previous Go back Open menu Sound off Sound on Search Manager Calendar Date Comments Reading time Author Categories Tags Facebook Twitter Instagram LinkedIn YouTube Phone Play Play Pause Languages Oficina virtual Tu perfil

Um Feliz 2021 para a economia e para o emprego?

Anonuevo1

Toda as crises tendem a provocar um excesso de pessimismo inicial que oscila progressivamente para um otimismo que pode antecipar estágios de euforia.

A incerteza gerada por uma situação inesperada, mas tanto individualmente quanto coletivamente o tempo leva-nos a avaliar alternativas, enfatizando soluções. Em última análise, precisamos idealizar uma luz no fim do túnel.

Há apenas dois meses, a chegada da segunda vaga de COVID-19 em todo o mundo parecia impedir essa tendência natural de criar cenários encorajadores. Mas quando o labirinto parecia não ter saída, as notícias recentes sobre a disponibilidade e eficácia de novas vacinas mudaram o horizonte.

Prontos para planear o futuro?

As empresas já só pensam em 2021, e muitas já começaram a definir a sua estratégia num cenário pós-covid.

As expectativas não são homogêneas. As indústrias, principalmente as exportadoras, serão as primeiras a arrancar com novas medidas. De facto, o setor da indústria transformadora prevê fortes investimentos num ambiente de nítida melhoria do clima de confiança, como refletem os inquéritos do último boletim económico e de investimento do Ministério da Indústria. Em contrapartida, a construção, os serviços e o comércio levarão mais tempo a recuperar.

Dependentes do consumo, o turismo e os planos de reativação

A abertura do turismo também será um fator crítico
A abertura do turismo também será um fator crítico em 2021

Uma das chaves é o consumo. As projeções de fim de ano obrigam-nos a ser cautelosos. Este último trimestre encerrará com uma forte queda da atividade e do emprego, obrigando a uma reavaliação das expectativas de curto prazo. Assim, embora o emprego deva iniciar progressivamente a sua recuperação ao longo do próximo ano, enquanto as taxas de desemprego estão acima de 15%, as famílias continuarão a manter elevadas taxas de poupança por precaução e adiarão as compras de bens e investimentos que envolvam uma despesa significativa, condicionando o retorno da procura interna aos níveis anteriores à crise.

A abertura do turismo também será um fator crítico. Se a vacinação for antecipada tanto em Espanha como nos países vizinhos, seria possível antecipar um regresso à normalidade no verão, o que significará um grande incentivo ao crescimento económico com um efeito colateral no setor da restauração.

Numa perspetiva a médio prazo, a aposta passa sem dúvida, pelo aproveitamento das oportunidades decorrentes da gestão de fundos europeus. Nesta crise, vimos como o setor industrial é essencial para a resiliência da economia como um todo, e em Espanha é necessário conseguir aumentar o peso da manufatura e da produção de alto valor agregado ao PIB. Nesse sentido, os planos de reativação apoiados por fundos europeus serão um termómetro da capacidade de enfrentar este desafio. A execução desses projetos deve ser rápida e atuar como um meio anticíclico. Quanto à forma de canalizar este tipo de financiamento no passado, novos modelos de colaboração público-privada e reformas estruturais serão necessários para enfrentar o desafio que começa já em 2021.

Novas exigências de talento

Anonuevo3
Novos perfis profissionais serão gerados

A saída da crise também irá exigir mudanças na formação e geração de novos perfis profissionais. A digitalização e os investimentos voltados para uma “economia verde” vão gerar novos modelos económicos e profissões que ainda não existem. Irá afetar todos os setores, desde a saúde à mobilidade, passando pela administração pública.

Para isso, a imagem correta de políticas de formação a todos os níveis será o ponto chave para promover o salto de competitividade que se espera da nossa economia. Da mesma forma, a reorientação profissional de diversos perfis profissionais, bem como a correta adaptação dos templates, terão lugar de destaque no recrutamento das empresas na fase de recuperação.

Estamos a entrar numa fase de transição para um novo modelo. Uma grande oportunidade que depende de todos nós.

Em última análise, a incerteza e os riscos persistem, mas excluímos a incapacidade de definirmos objetivos e fazermos planos.