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‘Distancing skills’: As novas competências no trabalho à distância

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8 de Julho de 2020— Tiempo de lectura: 3 minutos

Provavelmente já ouviu falar de competências Hard e competências Soft, e agora devemos também mencionar as habilidades de distanciamento. Se os primeiros se referem a conhecimentos específicos e técnicos e os segundos referem-se à inteligência emocional.

As novas competências, recentemente cunhadas durante o confinamento por Guillermo Pérez Morales, especialista em Recursos Humanos e vice-presidente da Aliança para o Desenvolvimento do Talento Digital no AMETIC neste artigo, surgem da necessidade de nos adaptarmos aos novos desafios impostos pela pandemia, o que nos obrigou a desenvolver competências a toda a velocidade para trabalharmos à distância. A gestão da mudança tornou-se uma realidade e agora temos de a pôr em prática.  Vamos ver como:

As competências “híbridas” estão a chegar

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O contexto global gerou, a um ritmo acelerado, um modelo de trabalho misto em que o físico e o online são combinados e também transferidos para as competências dos trabalhadores. Por conseguinte, procuram-se profissionais com competências digitais híbridas, mas também humanas, para enfrentar qualquer desafio, adaptando-se rapidamente às novas condições coma resiliência necessária.

Devido ao coronavírus, os funcionários e chefias tiveram de despender esforços para valorizar e reinventar as competências soft e hard que foram alteradas pelo teletrabalho.

Quanto às competências soft, passaram a ser mais valorizadas:

– Capacidade de liderança e gestão de equipas;

– Comunicação interna eficaz;

– Criatividade;

– Capacidade de aprendizagem ou a capacidade de aprendizagem contínua.  

Dentro das competências hard, tornaram-se também importantes:

– Conhecimento tecnológico;

– Utilização de ferramentas de produtividade;

– Conhecimentos em inteligência artificial e realidade aumentada.

As competências essenciais no trabalho remoto

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A chave será transformar as competências mais tradicionais, especialmente as mais soft, na condição de distância física entre as equipas, definindo-as como competências de distanciamento:

– Adaptação e resiliência. Estas são competências fundamentais para saber como tolerar a mudança e aprender a ultrapassar facilmente os obstáculos, permitindo-nos sair de situações que são à priori complicadas e que testam a nossa capacidade de gerir a mudança;

– Gestão das emoções. É uma competência fundamental, ainda mais se falarmos de cenários de trabalho remotos, de modo a enfrentar todos os riscos psicossociais que podem ocorrer como resultado do trabalho à distância;

– Liderança remota. A capacidade de liderar e motivar equipas remotamente é fundamental para inspirar e motivar trabalhadores à distância, estabelecendo novos modelos de colaboração em rede;

– Comunicação eficaz. É especialmente importante manter a motivação dos trabalhadores e a sua participação em todos os projetos da empresa através de diferentes formatos, tanto visuais como escritos;

– Flexibilidade. É, sem dúvida, um dos pilares do teletrabalho, uma vez que é necessário gerir opções de organização do trabalho diário, que requerem cada vez maios inovação contínua nos processos.

As distancing skills estão a para ficar e aumentar as nossas competências enquanto profissionais, eliminando barreiras físicas num mundo globalizado. Na Nortempo elas fazem parte da nossa filosofia porque #TuMovesOMundo.