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A importância do employer branding e da comunicação na gestão de talento

A importância do employer branding e da comunicação na gestão de talento

Patricia Villas-Boas

Diretora de pessoas e sustentabilidade da Triangle’s Cycling Equipment

A diretora de pessoas e sustentabilidade da Triangle’s Cycling Equipment, Patrícia Villas-Boas, centrou este encontro na importância do employer branding e da comunicação na gestão de talento. Para a diretora, com quase 30 anos de experiência no setor de recursos humanos e recentemente incorporada à empresa portuguesa líder na produção de quadros de alumínio para e-bikes, o desenvolvimento profissional das pessoas não pode ser separado do seu desenvolvimento pessoal e deve ser entendido de uma perspetiva holística, como um todo que faz parte do nosso “ciclo de vida”.

Em diálogo com o nosso colaborador Brais Suárez, Patrícia Villas-Boas começou por transmitir uma visão muito positiva e essencial sobre as redes sociais como um veículo de comunicação para as empresas com o seu ambiente, funcionando como uma extensão da comunicação interna e uma potencial ferramenta para a captação de talento. “Não podemos pensar que uma pessoa que usa o telemóvel como o seu melhor amigo, por vezes 24 horas por dia, não vai querer receber informações da empresa da mesma maneira”, afirmou. Neste contexto, Villas-Boas defende a aposta em tornar as redes sociais o canal mais próximo e atrativo para os candidatos em potencial.

A comunicação aberta é, por isso, “fundamental” nos dias de hoje. A rede de colaboradores das empresas, que abrange desde funcionários, fornecedores, clientes até à sociedade em geral, precisa de estar a par do que está a acontecer na organização. A transição de empresas opacas para ambientes transparentes é crucial. O que isto exige das empresas e dos seus líderes? Exige uma “grande capacidade de comunicação”, além de “transmitir informações de forma ágil e estar disponível.” Villas-Boas acrescenta: “Foi o que fizemos na Triangle’s, coincidindo com a ‘grande mudança’ quando fomos adquiridos por um grupo industrial português. Fornecer informações e explicar o que estava a acontecer foi uma prioridade para nós.”

Quando questionada sobre exemplos de medidas recentemente implementadas na sua organização em termos de gestão de talento, Villas-Boas destaca, em primeiro lugar, a própria criação da área que dirige, Gestão de Talento. Menciona também a aposta nas redes sociais profissionais, como o LinkedIn, criado há menos de um ano na sua empresa e que já conta com cerca de 4.600 seguidores.

“Outra medida que estamos a implementar é começar a definir “o processo de planos de carreira profissional”. Ou seja, as empresas costumam investir numa fase da relação com o colaborador anterior à sua incorporação, mas muitas vezes não fazem nada depois de ele estar algum tempo na empresa. A nossa aposta é no sentido inverso: devemos tomar ações e iniciativas que façam as pessoas felizes. Pequenos passos, mas sólidos.

De uma perspetiva mais ampla, olhando para o mercado global e para o futuro, Villas-Boas responde sobre quais são as tendências que, na sua opinião, vão marcar a atração e retenção de talento. Ela está convencida de que é necessário adotar uma abordagem integral pessoal/profissional, mantendo viva a “faísca” da relação entre trabalhador e empresa. Não no sentido tradicional, vertical, mas procurando satisfazer as necessidades das pessoas em todas as suas dimensões para que possam revelar e demonstrar o seu talento ao máximo. “Temos de olhar para isto de forma circular e holística e investir muito no desenvolvimento das nossas pessoas”. Em relação a este bem-estar, a responsável de Talento da Triangle’s também destaca o compromisso com a sociedade em todas as suas formas, a aposta na RSC (Responsabilidade Social Corporativa), na sustentabilidade e em questionar, com respostas, o que estamos a fazer como empresa para melhorar o mundo como sociedade. É este o caminho e o futuro, conclui.

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